|
@
Paul
do Taipal
|
|
Quem visita Montemor
o Velho, Facilmente se depara com o Paul do Taipal, mas não é
apenas este que faz parte da nossa região, o Paul de Arzila
também.
Convidámos o Dr.
João, a redigir um pequeno texto sobre estes dois pedaços de
terra que tanto embelezam de flora e fauna a nossa região.
|
|
@
Paul
do Taipal
|
|
O
Paul do Taipal é uma zona húmida às portas de Montemor-o-Velho,
junto à E.N.111 e que pode ser observado a partir do castelo. Já
foi objecto de cultivo de arroz, mas após o seu abandono foi
parcialmente ocupado por caniço. Permanece alagado durante todo o
ano devido à drenagem insuficiente provocada pelas obras do vale
do Mondego e a construção da Estrada Nacional. A área só
passou a ter estatuto de conservação em 1999 com a integração
na Rede Natura 2000, à qual pertence enquanto Zona de Protecção
Especial. Neste paul a vegetação palustre é menos densa e
permite a manutenção de várias superfícies de água livre. Os
Salgueiros e Amieiros estão agrupados em pequenas manchas no
interior da área. As Aves são o grupo da Fauna que justificam em
maior medida a conservação desta área natural, principalmente
durante os meses de Outono e Inverno. No seu interior existe um
dos maiores dormitórios de garças do Baixo Mondego, centrado num
pequeno grupo
de Salgueiros.
Já foram contados cerca de 2200 indivíduos de Garça-boieira
Bubulcus ibis e 600-800 de Garça-branca-pequena Egretta garzetta.
Além disso o sítio pode acolher mais de 1% da população
mediterrânica de Pato-colhereiro Anas clypeata em anos bons e tal
como os restantes pauis da região é importante para a passagem
outonal de aves pequenas migradores. O facto da área alagada ser
muito pequena (cerca de 50ha) não permite absorver a
perturbação causada por visitantes. Desse modo o acesso é
condicionado e não existem percursos pedestres no seu interior.
Contudo a observação de aves, em particular as espectaculares
concentrações de garças e patos Invernantes pode ser admirada
de miradouros improvisados como uma pedreira abandonada na EN 347
para a Carapinheira. Todas as informações de caracter técnico
podem ser completadas com a ligação aos seguintes links da
Internet que se referem ao Paul do Taipal:
www.spea.pt/IBA/PT009_Taipal.doc
www.icn.pt/sipnat/sip_zpe1.html
|
|
O
concelho de Montemor-o-Velho detém uma localização central na
região conhecida por "Baixo Mondego", o que lhe atribui
muitas das características distintivas deste troço final da
planície aluviar do maior Rio português. Entre elas destaca-se a
presença de zonas alagadiças com vegetação palustre densa,
situadas em depressões do terreno e reentrâncias de afluentes da
bacia hidrográfica. Estas áreas designadas pauis são elementos
da paisagem extremamente sensíveis que se tornaram muito pouco
comuns depois das obras de "regularização" do leito do
Mondego entre Coimbra e a Figueira da Foz. O Paul de Arzila ainda
pertence em parte à freguesia de Pereira do Campo e fica situado
na margem Sul do Mondego a 10km de Montemor-o-Velho. É uma zona
baixa alagada a maior parte do ano, que se estende ao longo da
Ribeira de Cernache, em tempos transformada num complexo de três
valas artificiais. A área é protegida a nível Nacional desde
1988, através da criação da Reserva Natural do Paul de Arzila.
Faz parte da Rede Natura 2000 como a Zona de Protecção Especial
do Paul de Arzila e tem outros estatutos de conservação
Internacional como Sítio Ramsar e Reserva Biogenética. A
vegetação do paul é dominada por espécies típicas de zonas
húmidas, o que inclui manchas de floresta ribeirinha (Salgueiro
Salix alba e Amieiro Alnus glutinosa) ao longo das valas. A zona
envolvente da reserva que abrange as encostas possui vestígios de
uma floresta de características mistas com espécies atlânticas
(Aveleira Coryllus avellana e Carvalho-alvarinho Quercus robur) e
espécies mediterrânicas (Medronheiro Arbutus unedo e o Sobreiro
Quercus suber). No que diz respeito às Aves existem populações
nidificantes importantes de Garça-pequena Ixobrychus minutus e
Garça-vermelha Ardea purpurea e em resultado de um programa de
reintrodução voltou a criar, o raro Caimão Porphyrio porphyrio.
Além disso ocorrem passagens outonais significativas de pequenas
aves migradoras a caminho da África sub-sariana, destacando-se a
Felosa-dos-juncos Acrocephalus schoenobanus, a Felosa-poliglota
Hippolais polyglotta e a Felosa-musical Phylloscopus trochilus.
Todos os outros grupos de vertebrados estão representados com
várias espécies protegidas por convenções internacionais, como
a Lontra Lutra lutra, o Lagarto-d'água Lacerta schreiberi ou a
Rã-castanha Rana iberica. O destaque deve ir contudo para os
peixes como o Ruivaco Rutilus macrolepidotus, que só existe em
Portugal e a Boga Chondrostoma polylepis, exclusiva da Península
Ibérica. No Paul existe um Centro de Interpretação onde os
visitantes são recebidos e que oferece um programa anual de
vistas guiadas e a oportunidade de realizar Percursos de
Descoberta da Natureza. Entre a grande oferta de links da Internet
que se referem ao Paul de Arzila devem destacar-se os seguintes
devido à quantidade e qualidade de informação técnica
disponibilizada:
www.spea.pt/IBA/PT010_Arzila.doc
www.icn.pt/areas-protegidas/arzila/entrada.htm
www.diramb.gov.pt/data/basedoc/TXT_D_19887_1_0001.htm
www.icn.pt/sipnat/sip_zpe1.html
Existe ainda uma Associação de Amigos do Paul de Arzila que
edita uma publicação própria e se pode encontrar em:
www.planeta.clix.pt/aapaularzila/
|
|
|
|