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Como
não poderia deixar de ser, um dos mais importantes, se não o
mais importante monumento de Montemor o Velho
Assim
que possível, mais monumentos...
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Conjunto
de fundação antiquíssima, com vestígios romanos detectados
no seu perímetro, trata-se da maior fortaleza medieval
existente na linha do Mondego.
No século IX, o castelo de Montemor-o-Velho já encontrava-se
na posse do reino das Astúrias. No século X, momentaneamente
em poder dos mouros, sofreu obras construtivas a mando de
Ben-Alfagi. Durante os séculos seguintes foi sucessivamente
perdido e reconquistado ao sabor do destino militar de Coimbra,
e somente com a conquista definitiva desta cidade em 1064, por
D. Fernando, o Magno, o castelo montemorense sofre diversas
modificações, que se referem um século depois, quando D.
Afonso Henriques estabelece a sua capital em Coimbra. Desse período
inicial pouco ou nada hoje nos chegou (talvez os silhares
inferiores da Torre de Menagem pertençam ainda à Alta Idade Média).
A sua
actual configuração deve-se a uma reforma integral levada a
cabo no século XIV (1331). Nessa altura construiu-se um Paço
para as infantas, edifício sucessivamente transformado até á
época manuelina, data da última reforma conhecida. Dessa
campanha de D. Afonso IV data igualmente a Torre de Menagem,
rematada por ameias pentagonais, com andar superior rodeado por
matacães e mísulas alongadas.
No interior, conserva-se a Igreja de Santa Maria da Alcáçova,
templo gótico do século XIV, de três naves e cabeceira
tripartida, com uma importante campanha de reconstrução
manuelina conduzida pelo arquitecto conimbricense Marcos Pires.
Realce para as imagens góticas da Virgem do Ó e Anjo da
Anunciação, obras-primas do século XIV, em calcáreo brando,
da autoria de Mestre Pêro, bem como para a série de azulejos
hispano-árabes de cerca de 1500. O castelo de Montemor-o-Velho
assume-se, pela sua privilegiada implantação, como verdadeira
marca na paisagem do vale. As obras de restauro que se têm
vindo a prolongar ao longo da última década privilegiaram,
numa primeira fase, a consolidação estrutural das muralhas, o
ajardinamento dos interiores e a iluminação geral. Numa
segunda fase, o interior do recinto foi objecto de instalação
de uma obra de raiz para acolhimento do público.
Fonte: IPPAR
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